quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Raupp disse que PMDB vai se reunir para tratar do futuro de Novais

Ele afirmou que partido aguarda retorno de Michel Temer, que está em SP.
Ministro do Turismo, Pedro Novais, é alvo de denúncias de irregularidades.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

O presidente do PMDB, Valdir Raupp, ao lado da presidente Dilma Rousseff e do governador Confúcio Moura (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)O presidente do PMDB, Valdir Raupp, ao lado da
presidente Dilma Rousseff e do governador
Confúcio Moura (Foto: Roberto Stuckert Filho /
Presidência)

O presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que os líderes do partido e o vice-presidente, Michel Temer, vão se reunir nesta quarta-feira (14) para discutir a situação do ministro do Turismo, Pedro Novais, alvo de denúncias de irregularidades.

“Devemos sentar hoje à tarde. Devemos sentar as lideranças do PMDB no Senado e na Câmara junto com o vice-presidente para discutir essa questão”, afirmou. Temer está em São Paulo, onde ficou internado em razão de uma intoxicação alimentar, e deve chegar a Brasília até o fim da tarde.

“A questão do ministro Pedro Novais ainda não foi debatida internamente, dentro do partido. É muito recente, começou ontem e o nosso vice-presidente da República, Michel Temer, está em São Paulo”, afirmou após reunião com a presidente Dilma Rousseff e o governador de Rondônia, Confúcio Moura.

Eleito pelo PMDB do Maranhão, Novais é deputado federal licenciado e indicado para o Ministério do Turismo pela bancada peemedebista da Câmara.

O ministro é alvo de denúncias de uso indevido de dinheiro público. No mês passado, a pasta foi investigada pela Polícia Federal durante a Operação Voucher, que levou à prisão do número dois do ministério, o ex-secretário-executivo Frederico da Silva Costa.

Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" de terça-feira (13), Novais pagou uma governanta com recursos da Câmara dos Deputados durante sete anos. A mulher seria servidora do gabinete de Novais quando ele exercia o mandato de deputado federal. Eleito pelo PMDB do Maranhão, Pedro Novais está licenciado.

Conforme outra reportagem da "Folha", publicada nesta quarta, a mulher de Pedro Novais usaria irregularmente um funcionário lotado em um gabinete de aliado de Novais, o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), como motorista particular.

O ministro do Turismo, Pedro Novais, durante audiência no Senado (Foto: Pedro Ladeira/Agência O Globo )O ministro do Turismo, Pedro Novais, durante
audiência no Senado (Foto: Pedro Ladeira/
Agência O Globo )

Pedro Novais deverá responder nesta tarde a seu partido, o PMDB, se entregará o cargo à presidente Dilma Rousseff. Pela manhã, o ministro se reuniu com sua equipe no ministério para discutir a situação. Também se encontrou com o líder do partido na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves.

Segundo o blog de Cristiana Lôbo, a carta de demissão chegou a ser discutida, embora Novais resista a entregar o cargo.

Dilma
Mais cedo, nesta quarta, a presidente Dilma Rousseff afirmou que vai pedir explicações ao ministro para “avaliar” o caso e tomar as decisões “cabíveis”.

“Primeiro a gente pede as explicações cabíveis. Eu estou voltando hoje de São Paulo. Nós vamos encaminhar isso, avaliar qual é a situação e aí tomar as medidas cabíveis de forma muito tranquila”, disse.

A presidente afirmou que ainda não conversou com Novais sobre as novas denúncias. "Ele não me deu explicação até porque eu não estava aqui." Dilma foi a São Paulo na terça, onde participou de eventos ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Líder do PMDB na Câmara
O líder do PMDB na Câmara, deputado federal Henrique Alves (RN), disse que a decisão de deixar ou não o comando do Ministério do Turismo é de Pedro Novais.

Na manhã desta quarta, Alves reuniu a bancada do PMDB na Câmara para discutir o assunto, mas negou que os deputados tenham retirado apoio ao ministro. No entanto, disse que Novais "precisa sentir" a hora de sair do cargo.

"Conversei com Novais ontem pelo telefone para ele explicar as denúncias. Ele disse que o noticiário é requentado. O sentimento de deixar ou não o cargo deve partir dele. Não é prática do PMDB abandonar ninguém no momento de dificuldade", afirmou.

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