quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Movimento suprapartidário pró-impeachment de Dilma é lançado com apoio dos movimentos de rua

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Brasília (DF) – Com a presença maciça da bancada do PSDB na Câmara, um ato suprapartidário marcou, nesta quinta-feira (10), o lançamento do movimento pelo impeachment da presidente Dilma no Congresso Nacional. PSDB, DEM, PPS, PSC e SD lideram o movimento, que conta com o apoio de parlamentares de diversos outros partidos, inclusive da base do governo. Os parlamentares vão pleitear a abertura de um processo de afastamento da de Dilma junto à Presidência da Câmara, e contam com a adesão da sociedade para convencer outros congressistas a aderirem à ação.
O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), foi um dos porta-vozes do grupo de parlamentares que participaram do ato no Salão Verde da Câmara. O tucano disse que a sociedade brasileira não suportará mais três anos de governo Dilma e explicou que há base legal para o impeachment, além desta bandeira ser um clamor social. Pesquisa Datafolha divulgada em agosto mostrou que 66% dos brasileiros defendem a abertura do processo de impeachment contra a petista, que amarga a maior impopularidade entre todos os presidentes avaliados pelo instituto.
“A finalidade do movimento é iniciarmos um amplo convencimento dos parlamentares dos mais diversos partidos para tomarmos uma medida concreta contra este governo que tanto mal tem feito ao país. Contamos com o apoio de toda sociedade e dos movimentos de rua para que possamos levar adiante esse movimento tão importante”, afirmou (assista o discurso do deputado no evento).
Pouco antes do ato de lançamento, o movimento colocou no ar um site (www.proimpeachment.com.br) no qual estão sendo coletadas assinaturas em defesa do impeachamet. “É um movimento para que a própria sociedade convença os demais parlamentares de que o país não aguenta mais este governo”, pontuou Sampaio. De acordo com ele, os movimentos de rua e a própria sociedade são os protagonistas do movimento.
Respeito às regras da democracia

“É um dia histórico. Começou hoje o processo de afastamento da presidente”, resumiu o líder da Oposição na Câmara, deputado Bruno Araújo (PE). O parlamentar explicou que o movimento vai aguardar um despacho do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que abra o processo contra a petista. Há 17 pedidos de impeachment contra Dilma em análise na Câmara. Caso o presidente não faça o despacho, os deputados pretendem apresentar recurso em plenário.
“Esperamos que o presidente acolha algum pedido. Se ele não fizer isso, nós vamos recorrer e ele tem o dever regimental de colocar em votação. Os procedimentos que vão acontecer são tutelados à luz do Direito e da ordem e do mandamento popular, que tem a compreensão de que, além dos ilícitos que foram cometidos, não temos mais condições de ter a nação conduzida por uma presidente que levou o país a sua maior crise”, explicou.
O mais recente pedido de impedimento de Dilma foi apresentado à Câmara na semana passada pelo jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT e integrante do Ministério Público. O deputado Antonio Imbassahy (BA) acredita que esse é um dos mais emblemáticos, pois além do embasamento jurídico, tem grande simbolismo político. “Vamos juntar esse requerimento do Hélio com outros razoáveis que estamos elaborando. Nos próximos dias daremos entrada em um pedido de abertura junto à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Basta que o regimento seja cumprido para que o Impeachment chegue ao final com o afastamento da presidente”, afirmou.
Durante o ato de lançamento do movimento, parlamentares de diversos partidos assinaram uma bandeira do Brasil levada pelo deputado Vanderlei Macris (SP) como forma de demonstrar a adesão à ação que pede a saída de Dilma. Representantes de movimentos sociais e cidadãos em geral marcaram presença. Diversos bonecos infláveis do ex-presidente Lula vestido de presidiário, os chamados “pixulecos”, dividiram espaço com os parlamentares e populares.
O deputado Eduardo Barbosa (MG) afirmou que Câmara demonstrou maturidade no processo de tomada de posição para requerer o impeachment. “A Casa não foi levada pelos primeiros sons, mas foi levada justamente, não só pelo clamor da população que se avoluma, mas pela sustentação e comprovação dos atos ilícitos desse governo. Com isso não existe mais dúvida que o processo de impeachment tem que ser iniciado”, avaliou. O tucano ressaltou que a Operação Lava Jato e a CPI da Petrobras tem demonstrado a ligação do Planalto com atos de corrupção na Petrobras.
Em discurso durante o ato, a deputada Mara Gabrilli (SP) disse que Dilma teve diversas oportunidades de optar pelo brasileiro, mas optou pelo PT, por um “projeto obsessivo de poder”. “Trago aqui uma experiência pessoal, pois a minha família já foi vítima da extorsão desse partido. Trazem empresários loucos para arrecadar dinheiro, para roubar, para se levar ao poder e tirar o dinheiro que seria da saúde, da educação, do transporte”, afirmou. A tucana fez um apelo para que a presidente tome uma atitude e saia, por conta própria do governo. “Se a senhora tem um pouco de amor à pátria saia do governo, pois os estamos pagando por algo que vocês criaram. Vocês fizerem com que este país ficasse infestado de corrupção”, apontou.
O deputado Delegado Waldir (GO) lembrou que 93% dos brasileiros reprovam o governo Dilma. “Estamos em sintonia com esses brasileiros e não queremos tirá-la por tirar. É uma questão legal. Existem as pedaladas fiscais, dinheiro de corrupção na campanha dela, motivos evidentes. Não há golpe, o que há é interesse de tirar aquela que está acabando com o Brasil na economia, no trabalho, em todas as áreas”, explicou.
O movimento suprapartidário deflagrado no Congresso é um reflexo das manifestações de uma sociedade que não aguenta mais a atual situação do país, avalia o deputado Rogério Marinho (RN). “Chegou o momento. O que foi feito nas ruas tem ressonância no Congresso Nacional e brevemente nós teremos boas notícias para o país, que é a saída de Dilma e a volta da normalidade”, alertou.
Do Portal  Câmara
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