terça-feira, 3 de maio de 2011
TJ RECEBE DENUNCIA CONTRA O PREFEITO DE SANTANA DO MARANHAO
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) recebeu na sessão desta terça-feira, 3, denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o prefeito do município de Santana do Maranhão, João Sebastião Santana de Almeida.
A denúncia refere-se a convênio firmado com a Secretaria de Educação do Estado para aquisição de material didático no valor de R$254.970,89 com o objetivo de melhorar o atendimento educacional dos alunos. Dentre as irregularidades constatadas estão a falta de licitação para tomada de preço e notas fiscais não autenticadas.
Em sua defesa o gestor argumentou que a ordenação das despesas é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, sendo ele responsável, apenas, pela celebração do convênio. Alegou, ainda, que não havia exigência para prestação de conta.
O relator do processo, desembargador José Luiz Oliveira, destacou em seu voto a existência de fortes indícios da prática de ilícito, reforçando que a denúncia do órgão ministerial preenche todos os requisitos, além de ser de o prefeito o ordenador oficial de despesas.
Os desembargadores Bayma Araújo e Raimundo Melo acompanharam a decisão.
(Ascom/TJMA)
http://www.jornalpequeno.com.br/2011/5/3/prefeito-de-santana-do-maranhao-e-denunciado-por-uso-irregular-de-verba-da-educacao-154
Centenas protestam contra morte de Bin Laden no Paquistão
BBC Brasil
"AFP"
Centenas de manifestantes foram às ruas da cidade paquistanesa de Quetta nesta segunda-feira protestar contra a morte de Osama Bin Laden.
A manifestação foi organizada pelo partido Jamiat Ulema-i-Islam-Nazaryati (JUI-N). Os manifestantes gritaram slogans de apoio ao Talebã e queimaram uma bandeira americana.
Testemunhas calculam que cerca de 800 pessoas participaram do protesto.
O Talebã paquistanês prometeu nesta segunda-feira organizar mais ataques no país em represália à morte de Bin Laden.
Os Estados Unidos fecharam temporariamente sua embaixada em Islamabad, assim como consulados nas cidades paquistanesas de Lahore, Karachi e Peshawar, para evitar possíveis atos de violência.
Reações
Em entrevista à BBC, o ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf disse que a morte de Bin Laden 'foi o sucesso de todas as pessoas que amam a paz'.
Musharraf ressaltou, no entanto, que os americanos não deveriam operar livremente no Paquistão. 'A soberania paquistanesa nunca deveria ter sido violada', disse o ex-presidente.
Já o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que a morte de Bin Laden prova a posição mantida há tempos por seu governo de que a chamada 'guerra contra o terror' não deveria ser travada em solo afegão.
'A 'guerra contra o terror' não está nas casas de afegãos inocentes, no bombardeamento de crianças e mulheres afegãs... a 'guerra contra o terror' deve acontecer em seus refúgios e campos de treinamento, não no Afeganistão', acrescentou.
Mas em Candahar, provincia afegã considerada um reduto do Talebã, muitos lamentaram a morte do líder da Al-Qaeda.
O governo do Talebã ofereceu refúgio para Bin Laden em 1996, quando o líder da Al-Qaeda se desentendeu com o governo do Sudão. Até 2001, o Afeganistão abrigou diversos campos de treinamentos para extremistas islâmicos.
Desde a queda do Talebã em 2001, a influência da Al-Qaeda no país tem diminuído. Os níveis de violência no Afeganistão atingiram picos em 2010, apesar da presença de quase 150 mil soldados estrangeiros.
No último fim de semana, o Talebã anunciou o início de sua 'ofensiva de primavera', contra soldados da Otan e membros do governo afegão.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Bin Laden morreu com tiro na cabeça após resistir, dizem Estados Unidos
BBC Brasil
"AFP"
Autoridades dos Estados Unidos disseram que o fundador e líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto com um tiro na cabeça após resistir à prisão, em uma operação conduzida por uma unidade de elite do Exército americano na cidade de Abbottabad, a 100 quilômetros de Islamabad, no Paquistão.
A morte de Bin Laden acontece quase dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, em que quase 3 mil pessoas morreram.
Segundo relatos do governo americano, Bin Laden foi morto em uma mansão cercada por muros de até seis metros de altura, que era oito vezes maior que outras casas na região e foi avaliada em 'vários milhões de dólares', apesar de não ter telefone ou conexão de internet. A operação teria durado cerca de 40 minutos.
A mídia nos Estados Unidos noticiou que o corpo foi 'enterrado no mar' para evitar que o túmulo de Osama Bin Laden fosse tratado como um local sagrado. Isso teria sido feito em menos de 24 horas depois da morte em respeito à prática islâmica.
O feito foi descrito pelo presidente Obama como 'a conquista mais significativa até hoje nos esforços de nossa nação para derrotar a Al Qaeda'.
A notícia foi recebida com festa por uma multidão reunida do lado de fora da Casa Branca, em Washington, mas os Estados Unidos já colocaram suas embaixadas ao redor do mundo em estado de alerta, temendo represálias.
Pronunciamento
A morte de Osama Bin Laden foi confirmada pelo presidente americano, Barack Obama, em um pronunciamento exibido ao vivo pela televisão às 23h35 de domingo em Washington (0h35 de segunda-feira no Brasil).
'Nesta noite, posso relatar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al-Qaeda, e um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes', disse o presidente americano. 'Justiça foi feita', acrescentou Obama, ao anunciar a morte de Bin Laden no discurso transmitido da Casa Branca.
O líder da Al-Qaeda era acusado de comandar dezenas de atentados, incluindo as explosões em duas embaixadas americanas no Leste da África em 1998 e os ataques de 11 de setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil pessoas no World Trade Center, em Nova York, e no Pentágono, em Washington.
Bin Laden ocupava o primeiro lugar na lista de criminosos mais procurados pelos Estados Unidos, e as forças americanas tentavam capturá-lo desde antes de 2001.
Detalhes
Segundo Obama, a operação que matou Bin Laden não deixou nenhum americano ferido.
Autoridades americanas dizem que três outros homens teriam sido mortos no ataque - um dos filhos de Bin Laden e dois de seus mensageiros. Uma mulher também teria sido morta após ser usada como 'escudo' e outras duas mulheres teriam ficado feridas.
Um helicóptero usado na operação sofreu 'problemas técnicos' e foi, depois, destruído e abandonado. A equipe deixou o local em um segundo helicóptero.
BBC Brasil
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Um morador da região, Nasir Khan, disse à agência Reuters que os helicópteros foram alvo de 'fogo pesado' vindo de atiradores que estavam em terra.
O tamanho e a sofisticação do complexo residencial 'chocou' as autoridades americanas.
A mansão fica a menos de 1 km da Academia Militar do Paquistão, a principal base militar do país.
Inteligência
Segundo Obama, a operação que levou à morte de Bin Laden foi autorizada por ele na semana passada, após vários meses de coleta de informações de inteligência.
Autoridades americanas afirmaram que há quatro anos os serviços de inteligência identificaram um mensageiro de confiança de Bin Laden. Dois anos atrás, sua área de operação foi descoberta e, em agosto passado, a mansão de Abbottabad foi localizada, dando início à missão. 'Na semana passada, eu decidi que tínhamos informações de inteligência suficientes para agir e autorizei uma operação para capturar Osama Bin Laden e trazê-lo à Justiça', afirmou o presidente Obama.
EUA 'vigilantes'
'A morte de Bin Laden marca a realização mais significativa até hoje nos esforços de nossa nação para derrotar a Al-Qaeda', disse Obama. 'No entanto, sua morte não marca o fim dos nossos esforços.' Segundo o presidente americano, a Al-Qaeda deve continuar a tentar realizar novos ataques contra os Estados Unidos. 'Precisamos continuar vigilantes, em casa e no exterior', acrescentou. Obama afirmou ainda que os Estados Unidos 'não estão e nunca estarão em guerra contra o Islã', lembrando que Bin Laden não era um líder muçulmano, e sim um 'assassino' de muçulmanos. 'Na verdade, a Al-Qaeda massacrou inúmeros muçulmanos em muitos países, incluindo o nosso. Por isso, sua morte deve ser bem recebida por todos os que acreditam na paz e na dignidade humana', completou.
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domingo, 1 de maio de 2011
Greve dos professores completou 60 dias nesta sexta-feira
Greve dos professores completou 60 dias nesta sexta-feira
Professores "cantaram parabéns e apagaram velinhas" na porta da SEDUC.
Profissionais da rede estadual de educação do Maranhão completam nesta sexta-feira (29) 60 dias em greve por melhorias na educação e garantia de seus direitos. A luta dos educadores foi celebrada com oração e homenageada com bolo e parabéns, na porta da Seduc, onde cerca de 70 trabalhadores estão acampados desde o início da noite da ultima terça-feira (26).
“É um ato que simboliza o reconhecimento pela luta dos trabalhadores que estão incansáveis no movimento, mesmo diante de todos os obstáculos”, define o presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro.
A cada dia aumentam as adesões ao acampamento, que, diante da disposição demonstrada pela categoria, permanecerá até o fechamento de um acordo entre o governo do Estado e os trabalhadores.
Em oração, os educadores pediram a interferência divina para que o governo tenha sensibilidade com a situação da categoria, sem reajustes salariais há quase dois anos, e que seus pleitos sejam atendidos, nesta segunda-feira (02), quando está prevista a próxima reunião de negociação com a equipe do governo do Estado.
Em comemoração ao Dia do Trabalhador, lembrado mundialmente neste domingo, 1º de Maio, vários educadores e dirigentes do SINPROESEMMA se uniram a outros trabalhadores de Centrais Sindicais e participaram de uma passeata, que teve início na Praça João Lisboa e percorreu a Rua Grande, até a Praça Deodoro, no Centro de São Luís, onde realizaram um ato público em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Participaram da programação integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Força Sindical. A vereadora de São Luís, Rose Sales (PC do B), participou do ato público organizado pelas centrais e deu a sua contribuição em defesa da luta dos trabalhadores
